
Turismo · Chapada Diamantina
Cultura e história
Patrimônio, tradições e histórias que ajudam a contar a identidade de Morro do Chapéu.
Uma cidade contada por lugares e tradições
Morro do Chapéu nasceu em volta de uma capela, na antiga fazenda Gameleira. O garimpo de diamante veio depois e deixou no município uma vila inteira do seu tempo. Dessa história ficaram casarões, igrejas e praças.
Ficaram também as festas religiosas, as manifestações das comunidades rurais e o artesanato, que continuam acontecendo.
Patrimônio histórico
Casarões, praças e a igreja matriz no centro; construções do garimpo na Vila do Ventura.
Patrimônio arqueológico
Pinturas rupestres na Toca da Figura, na Toca do Pepino e nos abrigos de calcário da APA Gruta dos Brejões.
Festas e religiosidade
Os festejos do Divino Espírito Santo e de São Benedito passaram a ser reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial, por projeto aprovado na Câmara Municipal.
Cultura popular
Os Caretas nas comunidades rurais, a seresta nas ruas e o fuxico de retalhos.
O que conhecer
Conheça alguns dos principais símbolos culturais e históricos de Morro do Chapéu.
Igreja matrizSantuário de Nossa Senhora da Graça
Praça de Nossa Senhora da Graça, no centro
A igreja matriz da cidade. A devoção vem do começo de tudo: foi sob a padroeira que a capela local virou freguesia, em 1838.
ArquiteturaCasario do centro
Centro de Morro do Chapéu
Casarões, ruas largas e praças espaçosas, como na Rua do Padre Juca.
Tempo do garimpoVila do Ventura
Zona rural de Morro do Chapéu
Vila nascida com o garimpo de diamante, a partir da década de 1840. Guarda casarões e uma capela, e o território em volta tem sítios com pinturas rupestres.
Cultura que continua viva
Festas, manifestações e saberes que seguem acontecendo na cidade e nas comunidades.
Patrimônio Cultural Imaterial
Festejos do Divino Espírito Santo e de São Benedito
Os festejos passaram a ser reconhecidos oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial de Morro do Chapéu, por meio de projeto aprovado pela Câmara Municipal. A procissão em honra ao Divino e a São Benedito percorre as ruas da cidade.
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Caretas
Manifestação popular das comunidades de Duas Barras, Lagoa Nova, Umburaninha e Velame, na época da Páscoa. O registro mais antigo é de 1933. As máscaras e as roupas são feitas nas próprias comunidades.
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Caminhada da Seresta
Um grupo de morrenses sai cantando música seresteira pelas ruas, do canteiro central da Rua do Fogo até o coreto da Praça da Música.
Ler sobre a seresta -
Artesanato
O fuxico de retalhos com motivos da flora local é o artesanato mais associado à cidade. Bordadeiras e artesãs se reúnem na ABAM, fundada em 2001.
Onde encontrar artesanato
Memória do território
Marcos da história da cidade e os registros deixados por quem viveu aqui muito antes dela.
1795
O frei capuchinho Clemente Adorno chega à fazenda Morro. Em volta da capela erguida em terras da fazenda Gameleira nasce a povoação de Gameleira.
1834
A capela é concluída.
1838
A capela vira freguesia, sob a padroeira Nossa Senhora das Graças, e o povoado passa a se chamar Morro do Chapéu, nome inspirado na forma do Morrão, parecida com um chapéu.
Hoje
Os festejos do Divino Espírito Santo e de São Benedito passam a ser reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial do município, por projeto aprovado na Câmara Municipal.

Pinturas nas paredes de pedra
Nos paredões e abrigos de calcário da APA Gruta dos Brejões há pinturas rupestres, registro de quem ocupou a região na pré-história. A página das grutas reúne o que se sabe sobre elas.
Conheça o patrimônio arqueológicoExplore mais
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Dúvidas frequentes
Quais são os patrimônios históricos de Morro do Chapéu?
No centro da cidade estão o Santuário de Nossa Senhora da Graça, o casario e as praças. Fora da sede, a Vila do Ventura guarda casarões e uma capela do tempo do garimpo de diamante.
O que é a Vila do Ventura?
É uma vila de Morro do Chapéu que nasceu com o garimpo de diamante, a partir da década de 1840. Em 1914, tinha cerca de 3.100 habitantes, segundo o SGB; hoje vivem ali poucas famílias. Restam casarões e uma capela. A página da Vila do Ventura conta a história completa.
O que são os Caretas?
São uma manifestação popular das comunidades de Duas Barras, Lagoa Nova, Umburaninha e Velame, na época da Páscoa. O registro mais antigo é de 1933, quando um grupo de mascarados percorria as comunidades arrecadando fundos para a Queima do Judas, no Sábado de Aleluia. As máscaras e as roupas são feitas nas próprias comunidades.
Quais festas tradicionais fazem parte da cultura local?
Os festejos do Divino Espírito Santo e de São Benedito, com procissão pelas ruas, reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial do município por projeto aprovado na Câmara Municipal. Na Páscoa, os Caretas saem nas comunidades rurais. Na cidade, a Caminhada da Seresta leva a música seresteira para as ruas.
Morro do Chapéu tem patrimônio arqueológico?
Sim. O Inema registra pinturas rupestres nos paredões e abrigos de calcário da APA Gruta dos Brejões/Vereda do Romão Gramacho, e um estudo apresentado em 2003 ao Congresso Brasileiro de Espeleologia cita mais de 20 sítios arqueológicos na APA. A página das grutas reúne o que se sabe sobre eles.
Por que Morro do Chapéu é chamada de capital do disco voador?
O município tem o primeiro registro de óvni da região, de 1892, e até hoje atrai ufólogos e curiosos. Desde maio de 2022, a Praça Porto Cristal, no centro, tem uma réplica de disco voador com 6,8 metros de diâmetro e cerca de 40 toneladas. Ela foi construída em 1991 pelo ufólogo Alonso Régis, que doou a peça à prefeitura em 2021.
Quem foi o coronel Francisco Dias Coelho?
Foi um líder político de Morro do Chapéu, lembrado como o primeiro coronel negro da Bahia. Nasceu em 1864, neto de escravizados, e enriqueceu no comércio de diamante e de carbonato. Fundou e liderou um partido político na cidade e morreu em 1919.
Onde ver pinturas rupestres em Morro do Chapéu?
As mais conhecidas estão na Toca da Figura, na Toca do Pepino e na Gruta dos Brejões, com cenas de caça e figuras de animais. A Toca da Figura fica a cerca de uma hora de caminhada da Vila do Ventura. Vá com guia local. Uma urna funerária tupi encontrada no município está no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA, em Salvador.

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